Uma taxa de desemprego mais realista

A taxa de desemprego é calculada como a percentagem da ‘força de trabalho’ que não tem emprego mas que está activamente à procura de um. Por sua vez, a ‘força de trabalho’ é o grupo de indivíduos empregados ou activamente à procura de emprego e com pelo menos 16 anos, que não estão institucionalizados, e que não pertencem às Forças Armadas (ver este link).

Esta estatística tem sido muito criticada, especialmente por excluir do seu cálculo aqueles que ficaram desempregados e que, desencorajados, deixaram de procurar um novo emprego. Os desencorajados não fazem parte da taxa de desemprego porque não estão activamente à procura de um emprego.

Eis que surge uma nova estatística produzida pelo Eurostat: a taxa de desemprego alargada que inclui todos aqueles dispostos a trabalhar.

A figura seguinte (retirada da revista The Economist) usa dados do segundo trimestre de 2012 e compara os valores da taxa de desemprego usual e alargada. Nos chamados PIGS (Portugal, Itália, Espanha e Grécia) a taxa de desemprego alargada ultrapassa os 20% e a seguir vem a Suiça.

Sobre Pedro G. Rodrigues

Investigador integrado no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) e Professor Auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa. Doutorado em economia pela Universidade Nova de Lisboa. Email: pedro.g.rodrigues@campus.ul.pt
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