Como viver com a austeridade

Como prometi há uns dias atrás, aqui está um artigo de opinião que publico na edição de hoje do Jornal de Negócios. Quem for assinante poderá lê-lo aqui.

Trata-se de um choque na procura interna que não custa nada ao Orçamento do Estado. É, assim, uma forma de procurar conciliar a consolidação orçamental (a qual não vamos poder abandonar nas próximas décadas) com a recuperação da actividade económica. No fundo, o que se pretende é neutralizar o efeito negativo da austeridade sobre o PIB. É uma receita Keynesiana? É. Quem me conhece estranhará esta abordagem, mas não é assim tão estranha, pois os tempos exigem que complementemos uma estratégia de modernização estrutural do País com medidas paliativas. Mas se não há dinheiro para isso, como fazer?

O artigo de hoje foi inspirado no paralelo entre a consolidação orçamental e a quimioterapia. Quem tem cancro e quer ter uma hipótese de recuperar, não pode abandonar o tratamento, mesmo que se sinta bem pior com ele do que antes de o começar. Por isso, a solução é encontrar uma forma de continuar os tratamentos sem que estes nos façam sentir tão mal. Simples, não?

Por este motivo, encabeço este post com o título “Como viver com a austeridade”. Termino com uma citação do poeta alemão Johann Wolfgang Goethe: ‘As ideias ousadas são como os peões que avançam num jogo de xadrez. Podem ser vencidos, mas também podem dar início a um jogo vencedor.’ É tempo de pensarmos em novas soluções. Não era Albert Einstein que dizia que a definição de insanidade é repetir as mesmas acções e esperar resultados diferentes?

Para quem estiver interessado, deixo o artigo na íntegra, repartido em duas partes.

in Jornal de Negócios, 2/5/2013

in Jornal de Negócios, 2/5/2013

in Jornal de Negócios, 2/5/2013

in Jornal de Negócios, 2/5/2013

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Sobre Pedro G. Rodrigues

Professor no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, doutorado em economia pela Universidade Nova de Lisboa. Email: pgr.economist@gmail.com
Esta entrada foi publicada em Austeridade, Crescimento económico, Crise, Finanças públicas. ligação permanente.

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