Capítulo num livro

Recebi hoje, por cortesia da Vida Económica, e a quem desde já agradeço, uma cópia do livro “Por Onde Vai o Estado Social em Portugal”, um volume organizado por Fernando Ribeiro Mendes (ISEG, Universidade de Lisboa) e por Nazaré Costa Cabral (Faculdade de Direito, Universidade de Lisboa), e que reúne onze artigos.

O primeiro capítulo do livro é da minha autoria, juntamente com o Professor Alfredo Marvão Pereira, e intitula-se “O papel da reforma fiscal numa estratégia de consolidação orçamental sustentável em Portugal”. Agradeço à Bárbara Neves, então colega no ISCSP-Universidade de Lisboa pelas várias sugestões que muito ajudaram a tornar este capítulo mais legível e mais interessante para o público em geral.

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O livro estará brevemente à venda nas melhores livrarias :) e custa cerca de 22 EUR. Vale a pena salientar que todos os participantes abdicaram dos direitos de autor, que reverteram para fins de solidariedade.

Para quem for mais impaciente e ou preferir ler em formato de e-book, a obra já está disponível na Amazon.

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Clicando na imagem poderão começar a ler um pouco do livro, que vos abrirá o apetite para mais.

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Sobre a dízima

Um infographic interessante sobre a dízima.

Do ponto de vista econométrico, neste inquérito levanta-se uma questão sobre o sentido da causalidade – será que pagar a dízima leva a uma situação financeira mais robusta, ou será que quem já dispõe de uma situação financeira melhor é quem paga a dízima?

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Apresentação no ISCSP

Aqui fica a apresentação que fiz no ISCSP aplicando a técnica de Data Envelopment Analysis ao sector das águas em Portugal. Os resultados são ainda preliminares e isto é um trabalho ainda em curso.

Disponibilizo em PDF e em MP4 (demora cerca de 20 minutos).

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Hábitos dos mais ricos

1. Concentrar-se nos objectivos.

2. Ter uma lista de afazeres para hoje (um “to-do” list).

3. Não ver TV.

4. Ler para se tornarem melhores profissionais ou melhores pessoas.

5. Ouvir livros em audio.

6. Ir para além do exigido deles no trabalho.

7. Não jogar na lotaria.

8. Preocupar-se com uma alimentação equilibrada.

9. Cuidar dos dentes.

Fonte: http://www.entrepreneur.com/article/235228

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GAPP Summer workshop no ISCSP

Decorrerá no próximo dia 15 de Julho, no ISCSP e no âmbito do Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP), um workshop de verão onde vários invesstigadores do GAPP (Grupo de Administração e Políticas Públicas) apresentarão os seus trabalhos de investigação. Agradeço desde já ao meu colega Pedro Goulart pela excelente organização!

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Tenho o prazer de ser o último a apresentar (por volta das 17h00) e falarei de um trabalho em curso (com resultados ainda preliminares) onde se usou uma técnica de investigação operacional (o Data Envelopment Analysis) para medir a eficiência técnica relativa das entidades que nos abastecem de água. Apesar dos slides estarem em inglês (a disponibilizar depois do evento), a minha apresentação será em Português. Apareçam! A entrada é livre!  :)

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O que sabe a OCDE que nós desconhecemos?

E se eu lhe dissesse que na década de 2030 a economia portuguesa crescerá mais depressa que a economia brasileira e vai atingir taxas de crescimento próximas dos 3% ao ano, acreditaria? Pois é precisamente esta a projecção da OCDE que saiu no Economic Outlook n.º 95 tornado público em Maio deste ano. (Clique nas figuras para aceder aos dados da OECD.)

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Se estas projecções estiverem certas, a retoma que se espera para os próximos dois anos terá uma duração curta, seguir-se-á uma desaceleração suave da actividade económica, e depois a partir de 2022 sensivelmente, Portugal iniciará a sua marcha até atingir um crescimento económico real de quase 3% por ano. Nos últimos anos de um período dourado, i.e. à medida que nos aproximamos de 2035, seremos mesmo a economia que mais depressa cresce no grupo de países que inclui a Espanha, a Alemanha, os Estados Unidos e até (imagine-se!) o Brasil. É caso para perguntar: “O que é que a OCDE sobre a economia portuguesa que nós ainda não sabemos?”.

Como a OCDE não apresenta apenas as projecções de longo prazo para a evolução do PIB, mas disponibiliza também (como é o seu apanágio) a evolução que projecta para as outras variáveis macroeconómicas, vale a pena analisar rapidamente as grandes tendências.

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Em termos do saldo orçamental expresso em percentagem do PIB, devemos atingir o equilíbrio (défice orçamental nulo) por volta de 2017. Com a população portuguesa a envelhecer e antecipando o aumento da despesa pública com pensões, saúde, e cuidados a idosos, a OCDE projecta um saldo orçamental de 6% do PIB. Bem fala o Sr. Presidente da República na necessidade de compromissos alargados e estáveis ao longo do tempo. Será interessante convencer os vários agentes políticos que não há folga orçamental porque temos que poupar para poder pagar a factura do envelhecimento que advém do Estado Social que temos. A própria OCDE projecta para Portugal uma despesa com saúde que pode, no pior cenário, atingir os 13% do PIB, o que colocaria Portugal no 4.º lugar entre os países que mais gastam em saúde em percentagem do PIB, depois da Alemanha, França e dos Estados Unidos.

oecd60-pdHavendo equilíbrio orçamental e depois excedentes orçamentais (défices orçamentais negativos, se quiser pensar assim), o rácio de dívida pública no PIB deverá começar a inverter a sua tendência de subida já em 2016, sendo que descerá rapidamente até aos 60% por volta de 2030.

oecd60-caFinalmente, é interessante também ver o que a OCDE projecta em termos da evolução das contas externas.

Oxalá se concretize este cenário para Portugal. Seria uma boa recompensa pelo esforço de todos os Portugueses.

Mesmo a propósito, antevendo que fará 100 anos em 2060, a OECD acaba de lançar um site dedicado a discutir os desafios da política económica para os próximos 50 anos.

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O país que mais contribui para o bem comum é …

gci(Clique na figura para aceder ao site.)

Já há diversos índices que medem o desempenho economico-social de cada país. Mas agora surgiu um novo tipo de índice, o “Good Country Index” desenvolvido por Simon Anholt e Robert Govers, que pretende medir o contributo de cada país para o bem comum da humanidade. Assim, em vez de se focar no que cada governo faz pelos seus cidadãos, este índice alternativo tem uma visão mais global, levando em conta o contributo de cada país para a resolução de problemas à escala do planeta como sejam as alterações climáticas, a segurança, etc.

Usando dados coligidos para 125 países a partir de instituições internacionais como as Nações Unidas e ainda de ONGs como o Bill and Melinda Gates Fundation, o GCI conclui que o país que mais fez pela humanidade em 2010 foi … a Irlanda. A Alemanha surge na posição 13 e os EUA na posição 21. Portugal ocupa o lugar 35.

O nosso ponto forte reside na cultura, temos um desempenho médio em termos de ciência e tecnologia, planeta e clima, e ordem internacional, e o nosso ponto fraco é a prosperidade e a equidade.

Estes índices usam muitos dados de fontes muito diferentes e são sempre criticáveis (pelo facto de os pesos usados nos vários critérios serem sempre discutíveis), mas esta é uma iniciativa nova e interessante. Quanto a Portugal, é estranho verificar que, segundo estes dados Portugal regista um crescimento da sua população (algo positivo para a humanidade, aos olhos dos autores) mas exibe um mau resultado em relação à segurança e paz internacionais.

Terminando num tom pro-activo, para Portugal subir no ranking, seria necessário fazer o seguinte: aceitar mais alunos internacionais, registar mais patentes, exportar menos armas, melhorar a segurança na internet, aumentar o montante que dá para apoio humanitário e caridades, aceitar mais refugiados, aumentar a sua reserva de biocapacidade e finalmente contribuir com mais investimento directo no estrangeiro.

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