SNS e a sua sustentabilidade

redcrossComemorou-se há dias (a 15 de Setembro de 2014) os 35 anos do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Vejam este PDF do Pedro Pita Barros (Nova SBE) que foi preparado para o efeito.

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Os mercados: O Não vencerá na Escócia

Os mercados financeiros parecem indicar que na Escócia vencerá o NÃO no referendo sobre a sua independência em relação ao Reino Unido. Lembro que desde o século XVIII que estão juntos, e uma saída agora provavelmente implicaria a saída da União Europeia. As sondagens dão um empate técnico com centenas de milhares de indecisos. Será que os mercados já sabem o resultado?

Quando me refiro aos mercados financeiros, guio-me pela evolução da taxa de câmbio da libra esterlina em relação ao iene japonês, que é visto tradicionalmente como uma moeda que valoriza em tempos de maior incerteza. É o refúgio natural para os enormes fundos de pensões japoneses que repatriam capital (procurando ienes) quando o resto do mundo está mais turbulento.

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Fonte: Barchart

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Reciclem a receita extra, ou então estejam quietos!

Vejam no Jornal de Negócios de hoje esta entrevista do meu co-autor, Alfredo Marvão Pereira, sobre a imperiosa necessidade de ficar em letra de lei que, caso se adopte um imposto verde (sobre o carbono), pelo menos 75 por cento da receita adicional seja reciclada na forma de uma redução da carga fiscal (IRS, TSU, e créditos fiscais ao investimento). Caso contrário, não estarão garantidos os ganhos em termos do PIB e do emprego. Este imposto não se destina a tirar 150 milhões de euros dos bolsos dos portugueses (algo que será 1000 milhões em 2030); destina-se a obter um triplo dividendo na forma de melhor ambiente, crescimento da economia, e mais emprego. Para ler, reflectir e discutir …

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Pagar para emprestar dinheiro???

A seguir está a taxa de juro implícita (o chamado yield) num empréstimo a 6 meses ao Estado Alemão (é efectivamente isto que acontece sempre que se compra dívida pública alemã). Não, não é gaffe … Quem empresta paga mesmo para que o Estado Alemão tome conta do seu dinheiro. Dito de forma equivalente, ao fim dos 6 meses, quem empresta recebe menos do que lá pôs.

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E que sentido é que isto faz? A verdade é que, assim, os bancos perdem menos do que se não comprassem dívida pública. Como é que é? Vamos por partes. Na semana passada o Banco Central Europeu (BCE) fixou a taxa de juro sobre o excesso de reservas em -0.20% (sim, é uma taxa negativa). A ideia é penalizar a liquidez a mais que os bancos têm. Qual o objectivo? Induzir os bancos a emprestar mais às empresas e às famílias, para que a retoma da economia acelere. O problema é que a procura agregada continua tépida, os bancos ainda estão em modo de desalavancagem (redução do se próprio endividamento), e muitos apresentam rácios de capital baixos que os obrigam a aumentos de capital. Ora, neste contexto, se emprestarem à economia real então precisam de rácios de capital ainda mais elevados. Mas se comprarem dívida pública então os requisitos em termos de capital não são tão exigentes. Daqui resulta que, mesmo pagando algo para que alguém tome conta do dinheiro a mais que os bancos têm, sai-lhes mais barato que pagar 20 pontos base (0.2%) ao BCE. (Para mais informação, consulte este link, por cortesia do Sober Look.)

E esta hem? :)

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Que escolas de economia acolheram os melhores alunos?

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No curto prazo, o óptimo é reduzir o défice pela via fiscal

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Um estudo recente sugere que, afinal, é mesmo óptimo que se reduza o défice orçamental mais pelo aumento da receita do que pela redução da despesa. No contexto actual, em que a taxa de juro directora do Banco Central Europeu está muito perto de zero, uma consolidação orçamental mais baseada no aumento dos impostos (como foi feito em Portugal, pela mão de Vítor Gaspar) do que no aumento da despesa acaba por ter um efeito adverso sobre o PIB que, assim, é mais pequeno do que se fosse a despesa pública a grande força motriz. Já no longo prazo, as coisas invertem-se e é mais penalizador resolver o problema das finanças públicas estruturalmente desequilibradas através de um aumento dos impostos – é mesmo preciso que a despesa caia, mas não no curto prazo. O estudo sugere, assim, que uma boa estratégia de consolidação orçamental no contexto em que a política monetária se encontra passa por um choque fiscal (aumento de impostos) no imediato e uma redução gradual mas persistente da despesa. 

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Draghi e o “dragão” da deflação

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O John Cassidy tem um artigo muito interessante na revista The New Yorker sobre a decisão de Mário Draghi (BCE) e o combate à deflação. Fica aqui um trecho, para abrir o apetite. Vale a pena ler o artigo na íntegra.

In [...] a world of deflation, financial logic gets turned upside down, and nasty things happen. Consumers put off purchases in anticipation of getting a cheaper deal later on. The value of outstanding debts, such as mortgages and car loans, gets bigger every year. And governments and central banks find it a mighty struggle to revive the economy. That, in a nutshell, is what has happened to Japan, once a powerhouse of the world economy, during the past twenty years.

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