Lançamento de livro sobre Habitação

No próximo dia 17 Dezembro 2018 (às 14:30 no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian) será lançado o livro “Habitação: 100
anos de políticas públicas em Portugal, 1918/ 2018”, coordenado pelo Arquitecto Professor Ricardo Agarez e que resulta de um projecto de investigação, apoiado pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e onde o CAPP (Centro de Administração e Políticas Públicas) participou. Neste livro consta um capítulo da minha co-autoria (juntamente com Romana Xerez e Francielli Cardoso) ‘A Política de Habitação em Portugal de 2002 a 2017: Programas, Políticas Públicas Implementadas e Instituições Envolvidas’.

“Neste trabalho os autores analisam a última década e meia das principais
medidas e dos agentes intervenientes nas políticas públicas de
habitação em Portugal. São identificados três grandes eixos de acção:
habitação social, reabilitação urbana e arrendamento. A análise da
intervenção dos diferentes governos e instituições na área da
habitação, depois de 2002, sugere a liberalização e mercantilização
da habitação. Os autores apontam um conjunto detalhado de sugestões, que
integram evidência científica, e maior contributo das políticas
públicas na área da habitação, nomeadamente ao nível da intervenção
do Estado, conforme é a tendência internacional.”

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Soli(dar)iedade … mas pouco

Como reagiria se alguém lhe desse como prenda uma caixa cheia de nada? Sim, vazia como esta aqui ao lado. Provavelmente iria pensar que é alguma piada. Infelizmente, não é … se for deficiente e a “prenda” vier do Estado Português.

A Prestação Social para a Inclusão destina-se aos deficientes com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. Se não tiver rendimentos, o valor da prestação é de €269,08.

O que provavelmente não sabiam é que esta prestação é paga em 12 vezes ao ano, o que quer dizer que o Governo entende que os deficientes não devem ter direito a um subsídio de Natal para poderem comprar uma ou outra prenda. É caso para dizer: “O Natal passa ao lado de quem é deficiente”. É este o tipo de inclusão que pretendemos como sociedade? Fica a pergunta …

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Nova publicação

new“Health Care Investments and Economic Performance in Portugal: An Industry-Level Analysis” (com A. Pereira e R. Pereira) foi aceite para publicação no Journal of Economic Studies, 46(7), 2019.

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Raízes da prosperidade económica

https://www.mckinsey.com/featured-insights/innovation-and-growth/in-pursuit-of-prosperity?cid=podcast-eml-alt-mgi-mck-oth-1812&hlkid=a2372f835cbb4b0b8e85570f49f49580&hctky=1659485&hdpid=087dabc3-9297-41c8-8f88-cf27d2551cda

Um podcast interessante sobre por que razões alguns países são ricos e outros são pobres.

Cortesia da McKinsey.

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Podcast: o mistério do gasóleo que teima em não descer muito de preço

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Transcript do podcast:

No meu podcast da semana passada disse-vos que achava estranho que, no espaço de pouco mais de um mês, o preço internacional do crude ter caído 15,7% e, no entanto, o preço que pagamos na bomba pelo gasóleo apenas ter caído 3,7%. Haverá boas razões para que o preço que pagamos não acompanhe os preços internacionais? Essa é a pergunta para hoje.

Como todos sabemos, os impostos e a margem de lucro explicam a diferença entre o preço médio de venda ao público e um preço base (que à cotação internacional do crude em euros soma despesas relacionadas com o transporte, descarga e armazém). Sem querer maçar o ouvinte com muitos detalhes técnicos, ao preço base somam-se atualmente 47,1 cêntimos por cada litro, por conta do imposto sobre produtos petrolíferos (o ISP), uma Contribuição de Serviço Rodoviário e ainda um adicional por taxa de carbono. E depois sobre um preço que já inclui impostos é aplicado o IVA. Sim, este é mais um caso de dupla tributação – mas esse é um tema para um outro podcast.

Vale a pena salientar que estes 47,1 cêntimos em cada litro são um imposto específico, i.e., são constantes, independentemente do preço internacional do crude. Feitas algumas contas, isto faz com que o preço médio de venda ao público desça apenas 5% por cada 10% de variação do preço base. Em termos muito práticos, este mecanismo simétrico faz com que na bomba apenas sintamos metade da variação dos preços, quer para baixo, quer para cima.

Mas isto não explica por que razão o PVP que pagamos na bomba só caiu pouco mais de 3%, quando o preço internacional de crude, em euros, já leva uma redução de 29,8% dos 75 euros por barril para 52 euros e 67 cêntimos por barril esta manhã (https://markets.businessinsider.com/commodities/oil-price/euro). A razão pela discrepância nos preços nada tem a ver com os impostos, mas sim com a redução de 12,1% do preço de base. Será verosímil o preço de base apenas cair 12,1%, quando a cotação internacional em euros cai 29,8%? Lembrem-se que o preço de base é a soma da cotação internacional com despesas de transporte, descarga e armazém. Usando a funcionalidade Goal Seek do Excel, é fácil constatar que a única forma de ser verosímil é se estas despesas extra (transporte, descarga e armazém) correspondessem a quase 60% do preço de base, mesmo antes da redução da cotação internacional. Com a redução para os 52 euros e 67 cêntimos por barril, teriam de representar mais de dois terços do preço base.

Conclui-se, assim, que vale a pena investigar qual das duas seguintes situações está na origem de um preço base que é rígido      à descida das cotações internacionais. Ou é porque as despesas de transporte, descarga e armazém representam a fatia de leão do preço de base, ou então é porque estas mesmas despesas aumentaram recentemente quando a cotação internacional entrou em forte queda.

Para saber mais, clique aqui, aqui e aqui.

Agradeço ao meu aluno Carlos Fernandes o envio destes links.

 

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Podcast: gasóleo não acompanha mercados internacionais

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Transcript do podcast:

Hoje o tema é o gasóleo, e como o preço que em Portugal pagamos na bomba continua a não acompanhar a evolução nos mercados internacionais.

Entre 12 de outubro e a passada sexta-feira, dia 16 de novembro de 2018, o preço de um barril do Brent, o petróleo de referência na Europa, caiu de 80 dólares e 49 cêntimos para 66 dólares e 99 cêntimos, uma redução de 16,8% em pouco mais de um mês. Ora, levando em conta a evolução cambial, esta foi uma redução de 15,7% em euros.

No entanto, quando consultamos um site como o www.maisgasolina.com/estatisticas-dos-combustiveis, verificamos que o preço médio do gasóleo vendido em Portugal continental desceu apenas 3,7%, de 1 euro e 50,4 cêntimos por litro para 1 euro e 44,8 cêntimos por litro, uma variação de apenas 5,6 cêntimos. Ah, e já estou a contabilizar a descida de 1,5 cêntimos em cada litro que ocorrerá só amanhã.

Se o preço por cá tivesse acompanhado a evolução internacional, de 12 de outubro até ao presente, já teríamos beneficiado de uma redução de 25,2 cêntimos, e esta segunda-feira um litro de gasóleo seria vendido por 1 euro e 25,2 cêntimos.

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É o capital humano, estúpido!

Vejam onde está Portugal no ranking de 2018, em www.socialprogress.org/

Educação é o nosso calcanhar de Aquiles.

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