Call for Papers – Estamos a fazer o suficiente face ao envelhecimento da população?

Chamo a atenção d@s interessad@s para o seguinte Call for Papers, onde serei um dos editores convidados, a par de Maria João Bárrios (ISCSP) e Feliciano Villar Posada (Universitat de Barcelona), a quem desde já agradeço.

[PDF]

 

CALL FOR ARTICLES FOR A SPECIAL NUMBER OF PUBLIC SCIENCES & POLICIES: POPULATION AGEING AND PUBLIC POLICIES

The journal Public Sciences & Policies opens a new call for articles for a special edition on Population Ageing and Public Policies.

An ageing population is a civilizational advance, but at the same time it represents one of the biggest challenges for public policies in contemporary societies. Besides the possible issues over the financial sustainability of social protection systems, and in particular with regards to pensions, a greater human longevity and a lower birth rate have multisectorial implications which force public and private actors to adapt in an agile and timely fashion. In a near future, work relations and conditions will have to become more flexible so as to accommodate greater demands and emerging necessities. But they will also have to be able to create the conditions for those who are still professionally active to be the as productive as possible. Healthcare services will similarly need to be greatly adapted, living ecosystems will have to be reconfigured and mobility strongly promoted. In the civic domain, the conditions for the full exercise of citizenship will have to be guaranteed, in all phases of life.

Faced with a progressive, but guaranteed maturation of modern societies while facing an increasingly heterogenous elderly population, with increasingly differentiated paths and expectations, are communities responding adequately? Are current public policies appropriate and sufficient to face the multiplicity of challenges?

This special number wants to draw not only the attention of academics but also – and mainly – of professionals in the field, so as to hear them and sketch answers to the issues raised. Other than original, empirical research papers, we will also accept essays, and political and technical reports that might be of interest for organizations focused on the programs, practices and public policies that are able to respond to population ageing. The territorial scope won’t be limited to Portugal, and international comparative research is incentivized, so as to identify and analyze good practices or mistakes to avoid.

Guest editors:

Maria João Bárrios (ISCSP/Universidade de Lisboa)
Feliciano Villar Posada (Universitat de Barcelona)
Pedro Gomes Rodrigues (CAPP/ISCSP/Universidade de Lisboa)

Deadlines:

30 June 2019: deadline for the submission of an abstract of up to 250 words, in Portuguese, Spanish or English.

31 July 2019: deadline for decisions over submitted abstracts.

30 November 2019: deadline for the submission of the complete paper (written in Portuguese, Spanish or English). Please add the subject Special Issue on Population Ageing in the subject line. Submitted articles will go through a double-blind peer-review process. If the article is accepted, an English version will need to be submitted by the authors. The Centre for Public Administration and Public Policies will provide text review services.

Author guidelines:

Articles must be written in Portuguese, Spanish or English. If the article is accepted, an English version will have to be submitted. Text clarity and quality will be essential.
Articles must include an abstract up to 250 words, in Portuguese and a second one in English. Four keywords will be included with each abstract.
Articles must be at least 5.000 words and 10.000 words.
Articles must be submitted using APA style norms.
Articles must be sent in attachment in .doc, .docx or .rtf formats to the following e-mail cappedicoes@iscsp.ulisboa.pt. The author’s identification must not be included in the same document. Biographical notes up to 200 words will have to be included in a second document.

For any other information, please contact us at cappedicoes@iscsp.ulisboa.pt.

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Como pensar a reforma do sistema público de pensões

Artigo de opinião no Público de hoje, com o meu coautor Alfredo Marvão Pereira.

Ler aqui.

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Lançamento de livro sobre Habitação

No próximo dia 17 Dezembro 2018 (às 14:30 no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian) será lançado o livro “Habitação: 100
anos de políticas públicas em Portugal, 1918/ 2018”, coordenado pelo Arquitecto Professor Ricardo Agarez e que resulta de um projecto de investigação, apoiado pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e onde o CAPP (Centro de Administração e Políticas Públicas) participou. Neste livro consta um capítulo da minha co-autoria (juntamente com Romana Xerez e Francielli Cardoso) ‘A Política de Habitação em Portugal de 2002 a 2017: Programas, Políticas Públicas Implementadas e Instituições Envolvidas’.

“Neste trabalho os autores analisam a última década e meia das principais
medidas e dos agentes intervenientes nas políticas públicas de
habitação em Portugal. São identificados três grandes eixos de acção:
habitação social, reabilitação urbana e arrendamento. A análise da
intervenção dos diferentes governos e instituições na área da
habitação, depois de 2002, sugere a liberalização e mercantilização
da habitação. Os autores apontam um conjunto detalhado de sugestões, que
integram evidência científica, e maior contributo das políticas
públicas na área da habitação, nomeadamente ao nível da intervenção
do Estado, conforme é a tendência internacional.”

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Soli(dar)iedade … mas pouco

Como reagiria se alguém lhe desse como prenda uma caixa cheia de nada? Sim, vazia como esta aqui ao lado. Provavelmente iria pensar que é alguma piada. Infelizmente, não é … se for deficiente e a “prenda” vier do Estado Português.

A Prestação Social para a Inclusão destina-se aos deficientes com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. Se não tiver rendimentos, o valor da prestação é de €269,08.

O que provavelmente não sabiam é que esta prestação é paga em 12 vezes ao ano, o que quer dizer que o Governo entende que os deficientes não devem ter direito a um subsídio de Natal para poderem comprar uma ou outra prenda. É caso para dizer: “O Natal passa ao lado de quem é deficiente”. É este o tipo de inclusão que pretendemos como sociedade? Fica a pergunta …

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Nova publicação

new“Health Care Investments and Economic Performance in Portugal: An Industry-Level Analysis” (com A. Pereira e R. Pereira) foi aceite para publicação no Journal of Economic Studies, 46(7), 2019.

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Raízes da prosperidade económica

https://www.mckinsey.com/featured-insights/innovation-and-growth/in-pursuit-of-prosperity?cid=podcast-eml-alt-mgi-mck-oth-1812&hlkid=a2372f835cbb4b0b8e85570f49f49580&hctky=1659485&hdpid=087dabc3-9297-41c8-8f88-cf27d2551cda

Um podcast interessante sobre por que razões alguns países são ricos e outros são pobres.

Cortesia da McKinsey.

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Podcast: o mistério do gasóleo que teima em não descer muito de preço

Novo podcast aqui.

Acompanhe regularmente os meus podcasts em Stitcher ou em Spotify (fazendo uma busca por 10envolver).

 

Transcript do podcast:

No meu podcast da semana passada disse-vos que achava estranho que, no espaço de pouco mais de um mês, o preço internacional do crude ter caído 15,7% e, no entanto, o preço que pagamos na bomba pelo gasóleo apenas ter caído 3,7%. Haverá boas razões para que o preço que pagamos não acompanhe os preços internacionais? Essa é a pergunta para hoje.

Como todos sabemos, os impostos e a margem de lucro explicam a diferença entre o preço médio de venda ao público e um preço base (que à cotação internacional do crude em euros soma despesas relacionadas com o transporte, descarga e armazém). Sem querer maçar o ouvinte com muitos detalhes técnicos, ao preço base somam-se atualmente 47,1 cêntimos por cada litro, por conta do imposto sobre produtos petrolíferos (o ISP), uma Contribuição de Serviço Rodoviário e ainda um adicional por taxa de carbono. E depois sobre um preço que já inclui impostos é aplicado o IVA. Sim, este é mais um caso de dupla tributação – mas esse é um tema para um outro podcast.

Vale a pena salientar que estes 47,1 cêntimos em cada litro são um imposto específico, i.e., são constantes, independentemente do preço internacional do crude. Feitas algumas contas, isto faz com que o preço médio de venda ao público desça apenas 5% por cada 10% de variação do preço base. Em termos muito práticos, este mecanismo simétrico faz com que na bomba apenas sintamos metade da variação dos preços, quer para baixo, quer para cima.

Mas isto não explica por que razão o PVP que pagamos na bomba só caiu pouco mais de 3%, quando o preço internacional de crude, em euros, já leva uma redução de 29,8% dos 75 euros por barril para 52 euros e 67 cêntimos por barril esta manhã (https://markets.businessinsider.com/commodities/oil-price/euro). A razão pela discrepância nos preços nada tem a ver com os impostos, mas sim com a redução de 12,1% do preço de base. Será verosímil o preço de base apenas cair 12,1%, quando a cotação internacional em euros cai 29,8%? Lembrem-se que o preço de base é a soma da cotação internacional com despesas de transporte, descarga e armazém. Usando a funcionalidade Goal Seek do Excel, é fácil constatar que a única forma de ser verosímil é se estas despesas extra (transporte, descarga e armazém) correspondessem a quase 60% do preço de base, mesmo antes da redução da cotação internacional. Com a redução para os 52 euros e 67 cêntimos por barril, teriam de representar mais de dois terços do preço base.

Conclui-se, assim, que vale a pena investigar qual das duas seguintes situações está na origem de um preço base que é rígido      à descida das cotações internacionais. Ou é porque as despesas de transporte, descarga e armazém representam a fatia de leão do preço de base, ou então é porque estas mesmas despesas aumentaram recentemente quando a cotação internacional entrou em forte queda.

Para saber mais, clique aqui, aqui e aqui.

Agradeço ao meu aluno Carlos Fernandes o envio destes links.

 

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