Mais infra-estruturas de saúde ajudam a economia (mas só a prazo)

Vejam este artigo de opinião no Público de hoje, da autoria de Alfredo Marvão Pereira, com quem escrevi recentemente um artigo de investigação (em co-autoria também com Rui Marvão Pereira) [ver PDF] sobre o impacto económico (a nível agregado e sectorial) de mais investimento em infra-estruturas  de saúde.

Os efeitos dinâmicos não são triviais, pois conclui-se que um projecto de investimento em infra-estruturas de saúde não deve integrar um pacote de estímulo à economia porque os efeitos a curto prazo (à excepção do investimento) são negativos. Apesar disso, os efeitos a prazo são positivos e maiores que os efeitos de impacto. Logo, mais infra-estruturas de saúde ajudam ao desempenho da economia, mas só a prazo. Não são um instrumento contra-cíclico para moderar os efeitos de uma recessão.

Anúncios
Publicado em Crescimento económico, Finanças públicas, Investimento, Investimento público, Orçamento do Estado | Publicar um comentário

1.24

É o valor que prevejo que o euro atinja face ao dólar, em meados de Janeiro de 2018.

Depois cairá.

Publicado em Miscelâneo | Publicar um comentário

O desafio para os próximos tempos …

startup_trends

Nem toda a actividade económica é crescimento económico, mas todo o crescimento económico é actividade económica. O crédito nem é bom nem é mau … depende do que se faz com ele. E sempre que o valor que se gera (em valores descontados para o presente) não chega para pagar a dívida que se contraiu, foi um erro. Há que olhar para a COMPOSIÇÃO quer do PIB quer da redução do défice. Por exemplo, quando o “driver” é mais o consumo privado do que o investimento, isso pode ser sinal que o valor criado é insuficiente. Mas nisto tudo, o que os anos mais recentes nos ensinaram, é que não basta o raciocínio económico (por melhor que seja) – é necessário preservar um equilíbrio político. Encontrar um caminho com “paz social” em que também se fazem as reformas necessárias para modernizar o País, esse é o desafio para os próximos anos, não só em Portugal.

Feliz Natal! 🙂

Publicado em Crescimento económico, Desenvolvimento sustentável | Publicar um comentário

Segurança Social em Portugal: Sustentável até quando?

Disponibilizo aqui em PDF a apresentação que fiz ontem na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da Conferência “Orçamento do Estado 2017 – Saúde e Segurança Social – Para Onde Vamos?”, organizado pela Cidadania Social e pela Ordem dos Economistas, onde mostrei que me parece haver uma dúvida bastante razoável se a Segurança Social em Portugal pode continuar para lá dos anos 2020 sem mais uma reforma. Relembro que a posição oficial do Governo nesta matéria é que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) apenas se esgota em 2043.

Está em curso a elaboração do artigo que apresenta estes resultados e explica como foram obtidos. Contamos poder disponibilizá-lo aqui até ao final de 2016.
sss-gulbenkian

Publicado em Finanças públicas, Pensões, Previsões, Reforma do Estado, Segurança Social | Publicar um comentário

Aprenda Chinês … gratuitamente

Quer aprender Chinês gratuitamente. Veja este link.

Não só verá que faz muito mais sentido que as línguas ocidentais, como será bem divertido! O pior mesmo é aprender a escrever. 🙂

Publicado em Miscelâneo | Publicar um comentário

Futuro da Segurança Social … na Gulbenkian

pension-moneyNo âmbito da Conferência “Orçamento do Estado 2017 – Saúde e Segurança Social – Para Onde Vamos?”, fui convidado pela Ordem dos Economistas e pela Cidadania Social para integrar um painel que discutirá no próximo dia 28 de Outubro (Sexta-feira) o futuro da Segurança Social em Portugal. O evento será de manhã e realizar-se-á no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. Poderão consultar o programa neste link.

A entrada é gratuita. Basta realizarem a vossa inscrição neste link.

Publicado em Finanças públicas, Orçamento do Estado, Pensões, Poupança | Publicar um comentário

Fogo! Que descuido …

A Madeira está a arder … Várias zonas de Portugal continental estão a arder também, embora (parece) de forma menos dramática.

Para além de estar solidário com as vítimas e com os bombeiros (se quer ajudar, dê águas e sumos na corporação mais próxima de si), vale a pena pensar no que estamos a fazer de errado para os incêndios florestais serem um problema proporcionalmente maior em Portugal do que noutros países com características geográficas semelhantes.

Do ponto de vista das políticas públicas, o que devemos fazer de forma diferente? Aqui ficam algumas ideias.

Há falta de meios. O que serve melhor a sociedade portuguesa? Uma viatura oficial para transportar um VIP ou uma viatura de socorro?

Há poucos bombeiros. É louvável o trabalho abnegado dos bombeiros que são voluntários, mas não acham que está mais do que na hora de começarem a ser pagos?

Os terrenos não estão limpos. Pois é … aumentam em muito o risco de incêndio e de propagação de fogos os terrenos que por descuido não foram devidamente limpos. Numa altura que tanto se fala de IMI em função da exposição solar e das vistas para o rio/cidade/mar talvez fosse de equacionar um agravamento para quem não cuidasse do seu prédio e um desagravamento para quem o valorizasse. Como estamos em Portugal, e é possível (por razões que não interessa discutir aqui) que esta solução não seja suficiente, talvez seja também de equacionar – mas apenas para os terrenos que representem maior risco de incêndio e só depois de vários avisos ao proprietário – uma expropriação, limpeza e posterior venda em hasta pública com as receitas a reverter para um Fundo de Combate aos Incêndios (a criar) e que financiaria os salários dos bombeiros assim como a aquisição de novos equipamentos de combate aos fogos. Também não me estranharia que uma parte das receitas do IMI revertessem para este fundo. E para o caso em que o Estado é o proprietário? Aplica-se o mesmo princípio. Reparem que esta política criaria oportunidades de emprego na limpeza (obrigatória) dos terrenos.

O ordenamento do território não ajuda ao combate eficaz de um incêndio. É verdade que o minifúndio (terrenos muito fragmentados e parcelares como é prática ancestral mais no Norte de Portugal) não ajuda. Mas não será também tempo de repensar isto e emparcelar? É uma ideia antiga, mas se calhar é numa crise que surge a oportunidade.

Publicado em Incêndios | Publicar um comentário